Vamos Fazer Uma Viagem Musical?
Confesso que não sou muito nostálgica, nem saudosista... Gosto do passado, amo o presente e sonho com o futuro, mas hoje eu me permitir fazer uma viagem no tempo.
Peguei um copo de refrigerante daqueles gigantes! (De vez em quando pode!rsrsrs), uma barra de chocolate e uma coletânea da Legião Urbana, e lá fui eu voltar no tempo...
As músicas começaram a tocar e a emoção começou a fluir, pude perceber que as músicas deles fizeram parte do fim da minha infância, da minha pré-adolescência, da minha adolescência e juventude também. Lembro que as músicas deles tocavam todos os dias nas rádios, e que era lei, qualquer pessoa que tocasse violão na escola tinha a obrigação de saber pelo menos umas duas da Legião. Pude lembrar das revistinhas com as cifras que vendiam nas bancas, que eram passadas entre os amigos como uma preciosidade, afinal de contas não existia cifraclub, vagalume ou tantos outros websites voltados para a música como temos hoje.
Pude lembrar porquê eu gostava da banda, além da batida clássica do rock dos anos oitenta, suas letras pareciam entender aquilo que ninguém ao meu redor conseguia entender: A ânsia da juventude(Todos os dias quando acordo, não temos mais o tempo que passou...), as espinhas, os hormônios, as mudanças no corpo (acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto...) , o medo de não passar no vestibular e do futuro profissional (vamos sair mas não temos mais dinheiro, os meu amigos todos estão procurando emprego), o desejo de não desapontar os pais, ao mesmo tempo o desejo de ser independente, o que sentimos ao nos apaixonar pela primeira vez (Ela me disse que trabalha no correio e que namora um menino eletricista), desejo de sermos aceitos pelos nossos amigos, o desejo de amar e sermos amados, a revolta contra as coisas que não concordávamos. (Nas favelas, no senado, sujeira pra todo lado, ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação, que país é esse?)
Lembro das minhas paixonites regadas à Legião Urbana (Lá vem, lá vem, lá vem de novo, acho que estou gostando de alguém), das minhas paixões platônicas (Se fiquei esperando o meu amor passar, já me basta que então, eu não sabia amar), dos momentos de fossa (Agimos certo sem querer, foi só o tempo que errou), e até no ano passado andei cantando uma certa música (Vem cá meu bem que é bom lhe ver, o mundo anda tão complicado, que hoje eu quero fazer tudo por você... Eu quero ouvir uma canção de amor que fale da minha situação, de quem deixou a segurança do seu mundo por amor...)
E a maior das verdades estava nessa música "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há".
Bom fim-de-semana pra você!
Até a próxima idéia!
Déa Accioly

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